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Epilepsia Blumenau, Santa Catarina

Conheça os resultados de uma pesquisa que avaliou pacientes portadores epilepsia e neurocisticercose operados. "O objetivo da cirurgia é retirar a região atrofiada do cérebro que causa as crises", destaca o autor. Confira os detalhes. Consulte a lista de especialistas da área, em Blumenau.

Fernando A Beduschi
322-6236
Rua Dr. Luiz de Freitas Melro 395 - S
Blumenau, Santa Catarina
Marcelo Bastos Valbao
326-1088
Rua Dr. Armando Odebrecht 70
Blumenau, Santa Catarina
Renato Rogerio
3271-1500
Rua Santa Rita de Cassia 1665
Florianopolis, Santa Catarina
Pedro Telles
(47)3348-1742
Avenida Cornel Marcos Konder1313 conjunto 701
Itajai, Santa Catarina
Margareth Bruggemann
3324-1100
Rua Angelo La Porta 64
Florianopolis, Santa Catarina
Egon Frantz
(47) 322-6174
Prefeito Frederico Busch Junior 255
Blumenau, Santa Catarina
Saulo Caires Berber
3322-2533
Rua Julio Moura 66
Florianopolis, Santa Catarina
Daniel Santos Sousa
3224-0843
Rua Menino Deus 63
Florianopolis, Santa Catarina
Suzana Costa Nunes Machado
322-3125
Rua Pres Coutinho 579 - 405
Florianopolis, Santa Catarina
Andre Sobierajski dos Santos
3222-2223
Rua Menino Deus 63 - 412 Bl a
Florianopolis, Santa Catarina
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Epilepsia

Cirurgia é eficaz para epilepsia com neurocisticercose e presença de larvas de Taenia no cérebro de epilépticos pode ser coincidência

A presença de larvas de T. solium no sistema nervoso central é tida como um indício de epilepsia. O tratamento cirúrgico é eficaz para pacientes portadores de epilepsia e neurocisticercose, segundo mostra pesquisa  
desenvolvida no Laboratório de Investigação em Epilepsia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP/USP).

A constatação foi feita pela médica Vera Cristina Terra Bustamante, que analisou pacientes do Centro de Cirurgia de Epilepsia do Hospital das Clínicas (Cirep), sob a orientação do professor João Pereira Leite.

A cirurgia é recomendada para pacientes com epilepsia do lobo temporal cujas crises não podem ser controladas, mesmo por doses altas de remédios que podem ser tóxicas. Nessa forma da doença (a mais comum, respondendo por cerca de 40% das epilepsias de adultos), a lesão básica, conhecida como esclerose hipocampal, encontra-se no hipocampo.

Os pacientes apresentam perda de consciência e automatismos diversos. O objetivo da cirurgia é retirar a região atrofiada do cérebro que causa as crises.
Até hoje, não se recomendava a cirurgia para pacientes que, além da epilepsia, apresentavam neurocisticercose. Esta infecção, caracterizada pela presença de larvas da Taenia solium no sistema nervoso central, é aceita pelos neurologistas como indício de epilepsia. Em torno da larva, desenvolve-se reação inflamatória, com a formação de uma cápsula fibrosa; se a larva degenerar, ocorre uma calcificação. Acreditava-se que a cirurgia não seria eficaz nesses casos, pois além de extrair a parte atrofiada do hipocampo, seria preciso também retirar as calcificações. "Se elas estiverem em regiões nobres do cérebro, sua retirada pode trazer déficit ao paciente", explica João Pereira Leite.
Submeteram-se a cirurgia 30 pacientes com epilepsia sem calcificação e 32 que também apresentavam neurocisticercose. No pós-operatório, 76,6% dos pacientes do primeiro grupo e 81,2% dos do segundo apresentaram prognóstico excelente. Todos eles tiveram os primeiros sintomas da epilepsia durante a segunda década de vida. A média de idade em que esses sintomas surgiram era de 10,1 anos no primeiro grupo e 11,9 no segundo. A percentagem de pacientes que apresentaram convulsões prolongadas ou meningite na infância é muito semelhante: 80% no primeiro grupo e 72% no segundo.
Segundo...

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