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Epilepsia São João del Rei, Minas Gerais

Conheça os resultados de uma pesquisa que avaliou pacientes portadores epilepsia e neurocisticercose operados. "O objetivo da cirurgia é retirar a região atrofiada do cérebro que causa as crises", destaca o autor. Confira os detalhes. Consulte a lista de especialistas da área, em São João del Rei.

Ednea Conceicao Neves de Resende
(32) 3379-2036
Neurocirurgia Neurologia
Sao Joao del Rei, Minas Gerais
Raul Starling de Barros
212-6157
R Urandi 160
Belo Horizonte, Minas Gerais
Flavio Falcometa Neves
323-2154
Av Barao do Rio Branco 2406 - 109
Juiz de Fora, Minas Gerais
Rodrigo Santiago Gomez
313-2413
Av Brasil 283 - Sala 705
Belo Horizonte, Minas Gerais
Sarah Teixeira Camargos
(31) 3241-2406
Grão Pará 85 - 506
Belo Horizonte, Minas Gerais
Romero de Castro Vieira
3290-1212
R Paracatu 747
Belo Horizonte, Minas Gerais
Silvio Roberto de Sousa Pereira
327-3051
R dos Otoni 909 - Sala 409
Belo Horizonte, Minas Gerais
Odilon Braz Cardoso
343-2243
R Angola 198
Belo Horizonte, Minas Gerais
Milton Francisco Curzio
323-2154
Av Barao do Rio Branco 2406 - 109
Juiz de Fora, Minas Gerais
Newton José Godoy Pimenta
(31) 3239-9302
Hospital Felicio Rocho Hospital das Clinicas
Belo Horizonte, Minas Gerais
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Epilepsia

Cirurgia é eficaz para epilepsia com neurocisticercose e presença de larvas de Taenia no cérebro de epilépticos pode ser coincidência

A presença de larvas de T. solium no sistema nervoso central é tida como um indício de epilepsia. O tratamento cirúrgico é eficaz para pacientes portadores de epilepsia e neurocisticercose, segundo mostra pesquisa  
desenvolvida no Laboratório de Investigação em Epilepsia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP/USP).

A constatação foi feita pela médica Vera Cristina Terra Bustamante, que analisou pacientes do Centro de Cirurgia de Epilepsia do Hospital das Clínicas (Cirep), sob a orientação do professor João Pereira Leite.

A cirurgia é recomendada para pacientes com epilepsia do lobo temporal cujas crises não podem ser controladas, mesmo por doses altas de remédios que podem ser tóxicas. Nessa forma da doença (a mais comum, respondendo por cerca de 40% das epilepsias de adultos), a lesão básica, conhecida como esclerose hipocampal, encontra-se no hipocampo.

Os pacientes apresentam perda de consciência e automatismos diversos. O objetivo da cirurgia é retirar a região atrofiada do cérebro que causa as crises.
Até hoje, não se recomendava a cirurgia para pacientes que, além da epilepsia, apresentavam neurocisticercose. Esta infecção, caracterizada pela presença de larvas da Taenia solium no sistema nervoso central, é aceita pelos neurologistas como indício de epilepsia. Em torno da larva, desenvolve-se reação inflamatória, com a formação de uma cápsula fibrosa; se a larva degenerar, ocorre uma calcificação. Acreditava-se que a cirurgia não seria eficaz nesses casos, pois além de extrair a parte atrofiada do hipocampo, seria preciso também retirar as calcificações. "Se elas estiverem em regiões nobres do cérebro, sua retirada pode trazer déficit ao paciente", explica João Pereira Leite.
Submeteram-se a cirurgia 30 pacientes com epilepsia sem calcificação e 32 que também apresentavam neurocisticercose. No pós-operatório, 76,6% dos pacientes do primeiro grupo e 81,2% dos do segundo apresentaram prognóstico excelente. Todos eles tiveram os primeiros sintomas da epilepsia durante a segunda década de vida. A média de idade em que esses sintomas surgiram era de 10,1 anos no primeiro grupo e 11,9 no segundo. A percentagem de pacientes que apresentaram convulsões prolongadas ou meningite na infância é muito semelhante: 80% no primeiro grupo e 72% no segundo.
Segundo...

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