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Epilepsia São Paulo, São Paulo

Conheça os resultados de uma pesquisa que avaliou pacientes portadores epilepsia e neurocisticercose operados. "O objetivo da cirurgia é retirar a região atrofiada do cérebro que causa as crises", destaca o autor. Confira os detalhes. Consulte a lista de especialistas da área, em São Paulo.

Kalil Esperidiao Nassar
(11) 3283-4385
Praca Amadeu Amaral 47 - Cjto 73 7 Andar
São Paulo, São Paulo
Tadeu Beringhs Martinelli
(11) 6692-1902
Avenida Celso Garcia 2294
São Paulo, São Paulo
Luiz Carlos Favaro
(11) 3147-9791
Rua Peixoto Gomide 613 - 9 Andar / Secretaria de Neurologia
São Paulo, São Paulo
Eberval Gadelha Figueiredo
(11) 3141 9550
R. Maestro Cardim 808
São Paulo, São Paulo
Antonio Nazareno de Castro Goncalves
113-8878
Brig. Luiz Antonio 3914
São Paulo, São Paulo
Jean Goncalves de Oliveira
11-32666296
Centro Especializado em Neurologia e Neurocirurgia Associados Rua Cap
São Paulo, São Paulo
Hellen Badia Filho
116-2913
Herval 908
São Paulo, São Paulo
Milton Kazunori Shibata
Rua Peixoto Gomide 515 - Cj 144
São Paulo, São Paulo
Cleise Pereira de Castro Prôa
(11) 3079-6547
R. Pedroso Alvarenga 1255 - Conjunto 52
São Paulo, São Paulo
Carlos Augusto Cruz Januário
(11) 6198-2781
do Tatuapé 140
São Paulo, São Paulo
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Epilepsia

Cirurgia é eficaz para epilepsia com neurocisticercose e presença de larvas de Taenia no cérebro de epilépticos pode ser coincidência

A presença de larvas de T. solium no sistema nervoso central é tida como um indício de epilepsia. O tratamento cirúrgico é eficaz para pacientes portadores de epilepsia e neurocisticercose, segundo mostra pesquisa  
desenvolvida no Laboratório de Investigação em Epilepsia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP/USP).

A constatação foi feita pela médica Vera Cristina Terra Bustamante, que analisou pacientes do Centro de Cirurgia de Epilepsia do Hospital das Clínicas (Cirep), sob a orientação do professor João Pereira Leite.

A cirurgia é recomendada para pacientes com epilepsia do lobo temporal cujas crises não podem ser controladas, mesmo por doses altas de remédios que podem ser tóxicas. Nessa forma da doença (a mais comum, respondendo por cerca de 40% das epilepsias de adultos), a lesão básica, conhecida como esclerose hipocampal, encontra-se no hipocampo.

Os pacientes apresentam perda de consciência e automatismos diversos. O objetivo da cirurgia é retirar a região atrofiada do cérebro que causa as crises.
Até hoje, não se recomendava a cirurgia para pacientes que, além da epilepsia, apresentavam neurocisticercose. Esta infecção, caracterizada pela presença de larvas da Taenia solium no sistema nervoso central, é aceita pelos neurologistas como indício de epilepsia. Em torno da larva, desenvolve-se reação inflamatória, com a formação de uma cápsula fibrosa; se a larva degenerar, ocorre uma calcificação. Acreditava-se que a cirurgia não seria eficaz nesses casos, pois além de extrair a parte atrofiada do hipocampo, seria preciso também retirar as calcificações. "Se elas estiverem em regiões nobres do cérebro, sua retirada pode trazer déficit ao paciente", explica João Pereira Leite.
Submeteram-se a cirurgia 30 pacientes com epilepsia sem calcificação e 32 que também apresentavam neurocisticercose. No pós-operatório, 76,6% dos pacientes do primeiro grupo e 81,2% dos do segundo apresentaram prognóstico excelente. Todos eles tiveram os primeiros sintomas da epilepsia durante a segunda década de vida. A média de idade em que esses sintomas surgiram era de 10,1 anos no primeiro grupo e 11,9 no segundo. A percentagem de pacientes que apresentaram convulsões prolongadas ou meningite na infância é muito semelhante: 80% no primeiro grupo e 72% no segundo.
Segundo...

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