Centro de Odontologia Estética Niterói, Rio de Janeiro

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Centro de Odontologia Estética

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Flúor e cálcio atenuam efeitos de clareamento.

Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) revelou que o flúor e o cálcio atenuam os efeitos colaterais provocados pelo peróxido de carbamida, principal agente utilizado no tratamento para clarear os dentes.

O estudo, inédito no Brasil, é uma das principais conclusões da tese de doutorado recém-defendida pela dentista Vanessa Cavalli, sob orientação do professor Marcelo Giannini. O trabalho também demonstrou que alguns agentes usados para clareamento interno dos dentes diminuem a resistência da dentina, tecido vivo localizado logo abaixo da coroa e do esmalte.

"Embora a eficácia dos agentes clareadores apresente-se bem documentada, o uso exacerbado destas técnicas gera preocupação", observa Vanessa. Segundo ela, entre os efeitos colaterais observados em microscopia eletrônica de varredura e análises químicas e mecânicas, destacam-se o aumento da porosidade do esmalte clareado, rugosidades, erosão e desmineralização da superfície do esmalte. "Estes fatores dão margem ao surgimento de cáries e favorecem o retorno da cor indesejada", explica a pesquisadora, que desenvolveu o trabalho nos laboratórios da FOP, Instituto de Química da Unicamp, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade do Vale do Paraíba e do Dental Research Center, na Universidade da Carolina do Norte, EUA.

Em busca de agentes mais seguros, Vanessa constatou, por meio de testes in vitro, que o flúor e o cálcio, adicionados separadamente aos géis clareadores, compensam as perdas sofridas durante o processo. Segundo ela, a adição desses íons ao gel promove a saturação do agente clareador e diminui a perda mineral do esmalte durante o tratamento.

A pesquisadora analisou os efeitos colaterais dos agentes clareadores em dentes saudáveis e em amostras com lesão inicial de cárie. Em ambos os casos, os testes revelaram que o tratamento clareador realizado com o peróxido de carbamida a 10%, sem a adição de flúor e cálcio, reduziu a microdureza e promoveu maior profundidade de desmineralização do esmalte. Nos dentes saudáveis, a perda de mineral foi de 45%, enquanto nas amostras com processo inicial de cárie esse índice foi de 30%. "Estas constatações tornam-se preocupantes, uma vez que, devido à notoriedade das técnicas clareadoras, observa-se em alguns casos a utilização desses agentes em pacientes que apresentam lesões iniciais de cárie", destaca Vanessa.

De acordo com a pesquisadora, os dentes comprometidos apresentam índice inferior de desmineralização porque o processo inicial da cárie torna-os naturalmente mais "reativos". "Clinicamente, o estrago só não é maior porque a saliva contém elementos como flúor, cálcio e fósforo, que acabam compensando as perdas em até 90%", explica. "No caso dos dentes comprometidos, a perda é menor porque a saliva é mais efetiva numa superfície com lesão inicial de cárie", completa.

As análises químicas realizadas com peróxido de carbami...

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Fonte do texto: Saúde em Movimento
Banco de dados de médicos e clínicas: Doctoralia
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