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Clínica de Nutricionistas
O estudo foi desenvolvido no Laboratório de Lípides do Núcleo de Medicina e Cirurgia Experimental da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e no Ambulatório de Dislipidemias do Hospital das Clínicas, orientado pela professora Eliana Cotta de Faria. A base do estudo foi investigar, pioneiramente na população brasileira, os biomarcadores plasmáticos de oxidabilidade e inflamação nos portadores de hiperalfa. Segundo Carla, existia a hipótese de que os biomarcadores denominados Proteína C-reativa ultra-sensível, Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNF-alfa) e títulos de Auto-anticorpos contra a LDL-oxidada estivessem reduzidos nestes pacientes e que a HDL-colesterol tivesse uma relação inversa com a aterosclerose precoce.
Os resultados, contudo, foram em sua maior parte neutros. “Não se pode afirmar que a elevação do colesterol da HDL teve efeitos positivos ou negativos nos índices avaliados”. Uma justificativa para a surpresa nos resultados, explica, poderiam ser as características metabólicas específicas da população estudada e as faixas de concentrações da HDL.
Carla indica, porém, que as análises servem de referência para se observar alguns mecanismos que podem levar a mudanças na funcionalidade da HDL. “Entender esses mecanismos é fundamental para o desenvolvimento de novas terapias que tenham a elevação do colesterol bom como objetivo”. Nesse sentido, relata que outras pesquisas em funcionalidade estão sendo realizadas pelo grupo, envolvido mais recentemente num projeto temático sobre a HDL, uma vez que há fortes evidências na literatura de que o colesterol da HDL elevado poderia ser pró-inflamatório.
A pesquisa, que foi financiada...
